Saber a importância da mamografia e quais são os fundamentos dessa prática é essencial para detectar precocemente os canceres mamários e aumentar as chances de cura.

No entanto, algumas mulheres não realizam esse procedimento alegando falta de tempo ou dificuldade de marcação de consulta, por exemplo. Outras acreditam que o “exame de toque” já identifica anormalidade nas mamas, o que em tese já caiu em desuso devido a pouca sensibilidade para isso.

Além disso, a mamografia não é recomendada para todas as mulheres. A necessidade varia conforme idade, o histórico familiar, presença de marcadores genéticos e diferentes fatores clínicos identificados por médicos especialistas.

Por isso, cabe aos profissionais de saúde divulgar a importância da mamografia e quais são as condições para realizá-la. Fique por aqui e veja como isso é possível!

Apresente dados estatísticos sobre a doença

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a neoplasia de mama é a segunda mais frequente em mulheres, com estimativa incidência de 28% para 2018. Os números deste ano se aproximam de 60.000 casos, sendo que quase um quarto das pacientes possivelmente vai a óbito.

As estatísticas apontam que esse tumor é mais comum em mulheres acima de 50 anos e raro antes dos 35. Além disso, fatores com menarca precoce e menopausa tardia contribuem para seu desenvolvimento.

Devido a isso, as recomendações clínicas mais recentes sugerem que o exame seja feito a partir dos 40 anos e, antes dessa idade, apenas ultrassom. Em situações clínicas específicas, pode ser indicada a realização dos dois procedimentos.

Divulgue a campanha do “Outubro Rosa”

As estratégias de conscientização a respeito da importância da mamografia perpassam por políticas públicas de incentivo. Nesse sentido, a campanha do “Outubro Rosa” surgiu para facilitar a divulgação da detecção precoce do câncer de mama.

Portanto, cabe aos gestores de clínicas a disseminação de informações relacionadas ao “Outubro Rosa”, campanha idealizada pelo Ministério da Saúde em prol da sensibilização de mulheres para a marcação de exames clínicos para essa finalidade.

Os gestores devem desmistificar os preconceitos sobre a realização dos exames, detalhando o tempo de procedimento, os dados detectados e o tempo para obtenção da emissão do laudo online ou físico.

Faça campanhas publicitárias sobre o assunto

A mamografia e demais exames que detectam o câncer de mama precisam fazer parte do check-up anual da mulher. Dessa forma, os gestores da clínica podem elaborar pacotes de serviços conforme a necessidade da paciente.

Após a definição dos exames laboratoriais e radiológicos para cada faixa etária, é interessante divulgar essas informações por meio de campanhas publicitárias e mediante parcerias com outras empresas clínicas.

Assim, o ganho será para todos, uma vez que a mulher terá em mãos os exames periódicos e os gestores aumentarão sua produtividade com maior inserção de clientes, garantindo também fidelização do serviço.

Outras ações informativas incluem orientações sobre o preparo, condições clínicas que impeçam temporariamente a execução do exame e trâmites burocráticos para autorização pelas operadoras dos planos de saúde.

A divulgação a respeito da importância da mamografia e de outros exames para detecção precoce de câncer deve ser uma constante para as clínicas.

Além do serviço de utilidade público inerente ao processo, os gestores tendem a conseguir um número significativo de pacientes, aumentando a produtividade e a satisfação pelo serviço clínico completo. Por isso, é essencial delinear as estratégias de maneira eficiente e prática.

E você, já realizou alguma atividade direcionada ao câncer de mama em seu serviço? Quais são as vantagens dessa prática? E as limitações? Comente no post!

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