Quem trabalha na administração de estabelecimentos de saúde, em algum momento de suas atividades, já ouviu falar na tabela TUSS, documento que deve fazer parte do planejamento estratégico da instituição. No entanto, é bastante comum que muitas pessoas ainda tenham dúvida sobre o real significado dessa terminologia.

Foi pensando em divulgar mais sobre o conceito TUSS que desenvolvemos este post, que trará informações importantes sobre o assunto. Siga a leitura e entenda o que é a tabela TUSS, o que ela regulariza e quais são os seus objetivos, bem como a sua obrigatoriedade e forma certa de realizar sua padronização.

O que é a tabela TUSS e quais são os seus objetivos?

A sigla TUSS significa Terminologia Unificada da Saúde Suplementar e é uma espécie de continuação do chamado padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar).

O objetivo da tabela TUSS é padronizar todos os códigos e nomenclaturas dos procedimentos médicos, levando em consideração a 5ª edição da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM, bem como outros tipos de despesas.

Por que a tabela TUSS é importante para os estabelecimentos de saúde?

Antes de a tabela TUSS ser criada, era comum que a troca de informações entre os hospitais e clínicas com as operadoras de planos de saúde e o governo apresentasse várias dificuldades na codificação, dos procedimentos médicos realizados e de outras despesas hospitalares, como o investimento em medicamentos, por exemplo.

Isso dificultava que os planos de saúde identificassem quais procedimentos foram realizados em um determinado paciente, gerando entraves que podiam resultar em atrasos no repasse dos valores para os hospitais, o que resultava em uma alta taxa de glosas.

Quais são os fatores legislativos para a implementação do TUSS?

A legislação que obriga a adoção da tabela TUSS nos estabelecimentos de saúde é a Resolução Normativa – RN Nº 190, de 30 de abril de 2009. Tal documento traz todas as obrigações que devem ser seguidas pelas clínicas e hospitais, orientando sobre os procedimentos que devem ser realizados.

Vale ressaltar que essa legislação está em vigor desde 15 de outubro de 2010 e que os estabelecimentos e operadoras que não têm a tabela implantada podem ser advertidos e pagar multas que podem chegar a R$ 35 mil.

Como fazer uma tabela TUSS?

Para fazer uma tabela TUSS completa é preciso que ela contenha os seguintes itens:

  • procedimentos médicos;
  • códigos presentes na Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS;
  • cobertura do plano de saúde.

Isso se justifica pelo fato de a Associação Médica Brasileira (AMB) ser o órgão que determina e fiscaliza as terminologias de cada procedimento médico que surge. Já a ANS tem a função de disponibilizar esses códigos em seu site, para que os estabelecimentos de saúde possam fazer consultas e montar suas tabelas.

É importante destacar que a tabela TUSS de uma clínica ou hospital não é um catálogo dos valores praticados em cada procedimento, mas sim um conjunto com os métodos realizados, nomenclaturas e códigos oficiais.

Para informar os preços praticados nos procedimentos do hospital, é necessário que seja feita uma outra tabela à parte, de modo que ambas podem ser divulgadas no site da instituição.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre a tabela TUSS e a sua importância, é fundamental que siga à risca as nossas instruções. Afinal, a padronização é benéfica para a clínica, para os planos de saúde e para os pacientes.

Quer continuar aprendendo sobre administração hospital? Então recomendamos a leitura de nosso artigo “Medicina do trabalho: os primeiros passos para montar uma clínica”. Temos certeza de que será muito útil!