Você já deve ter ouvido falar na necessidade dele para a sua clínica. Mas afinal, o que é CNES? É tanta sigla e burocracia que, às vezes, pode ser difícil se concentrar no que realmente é do seu interesse.

Porém, apesar do nome complicado, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde pretende facilitar bastante a rotina dos gestores desse segmento. No post de hoje, entenda o que é e como deve ser feito o cadastro. Confira!

O que caracteriza um estabelecimento de saúde?

Antes de tudo, precisamos explicar o que é considerado um estabelecimento de saúde. Trata-se de qualquer instituição que ofereça algum serviço médico-hospitalar ou terapêutico, que busque o bem-estar das pessoas e tenha um responsável técnico.

Ou seja, enquadram-se nessa categoria hospitais, clínicas e consultórios médicos. Também estão incluídos os consultórios e clínicas de dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, estabelecimentos de acupuntura, entre outros.

Quais as atribuições e a importância do CNES?

O CNES é um cadastramento que pretende operacionalizar todos os sistemas de informação dos estabelecimentos de saúde do país, sejam eles públicos, privados ou conveniados, de pessoa física ou jurídica. É uma forma de integrar as bases de dados das instituições, de modo a oferecer um panorama mais detalhado de toda a sua operação.

O cadastro foi criado pelo Ministério da Saúde para fornecer um gerenciamento mais eficiente do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o próprio MS, é uma forma de oferecer às instituições a visão necessária sobre sua infraestrutura, facilitando o planejamento e a tomada de decisões.

Como deve ser feito o cadastramento?

Na hora de fazer o cadastro, o gestor precisa incluir todos os detalhes sobre a estrutura e o pessoal. Devem ser cadastrados todos equipamentos utilizados, bem como os profissionais de cada área. Ao todo, são 15 fichas diferentes, que representam cada tipo de serviço ou setor.

Mesmo que um médico atenda mais de um estabelecimento, ele deve ser cadastrado em cada um deles. Na ficha do profissional, deve conter informações, como:

  • nome completo;
  • CPF e RG;
  • escolaridade;
  • Classificação Brasileira de Ocupações (CBO);
  • registro no conselho de classe, entre outros.

Nas fichas de cadastro das instituições, é preciso constar dados, como:

  • nome e razão social;
  • endereço;
  • tipo de atendimento prestado (ambulatório, internação, etc.);
  • gestor responsável;
  • serviços especializados (como neurologia, fisioterapia, etc.);
  • descrição dos profissionais (quem atende pelo SUS ou não, carga horária, CBO, etc.)
  • formação de equipes;
  • responsável técnico;
  • serviços de apoio, como serviço social, lavanderia e cozinha;
  • capacidade instalada (quantidade de leitos, salas de espera e de exame, atendimentos, etc.);
  • quantidade e tipo de equipamentos (radiografia, tomografia, ressonância, etc.);
  • cooperativas e sindicatos filiados.

Além das funções citadas, o cadastro é importante para que os estabelecimentos possam se filiar ao SUS e conveniar-se aos planos de saúde. Inclusive, eles só realizam os pagamentos para as instituições com o CNES em dia.

Agora que você já sabe o que é o CNES, veja mais detalhes sobre como fazer o cadastro aqui.

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