Diversas tecnologias têm permitido grandes avanços na medicina diagnóstica. Uma delas é a densitometria óssea, que é capaz de detectar osteoporose e osteopenia logo nos primeiros estágios. Você sabe como esse exame é feito e quando ele é indicado?

Para ajudá-lo a esclarecer esses questionamentos, reunimos informações relevantes sobre do assunto. Acompanhe!

O QUE É DENSITOMETRIA ÓSSEA?

Trata-se de um exame bastante simples e rápido, que baseado na dupla emissão de raios X, permite a avaliação da densidade mineral do osso. Dessa maneira, é possível verificar a quantidade de massa óssea, possibilitando o diagnóstico precoce e o tratamento da osteoporose — além de viabilizar a avaliação do risco de fratura.

A densitometria utiliza equipamentos modernos, sendo o método mais utilizado para investigar a perda de massa óssea. Ela é feita com um tipo especial de raio-x — o DXA (Dual-Energy X-ray Absorptiometry). No entanto, a radiação emitida é muito baixa, cerca de 10 vezes menor do que uma radiografia convencional.

Enquanto o raio-x detecta a osteoporose apenas a partir de uma perda superior a 30%, a densitometria óssea consegue diagnosticar o problema logo no início. Isso é fundamental para se fazer um tratamento bem-sucedido e evitar que a doença evolua.

PARA QUE SERVE ESSE EXAME?

O exame analisa a quantidade de cálcio presente no osso, o que é determinante para a densidade dele. A perda desse mineral é o que caracteriza a possibilidade de osteoporose ou osteopenia.

OSTEOPOROSE

A osteoporose é uma doença crônica e sistêmica, na qual o organismo deixa de produzir cálcio. Gradativamente os ossos ficam mais porosos, quebradiços e bem mais frágeis. É mais comum em mulheres a partir dos 65 anos de idade, mas também pode acometer homens e pessoas um pouco mais novas.

Em função da porosidade e fragilidade, os ossos se tornam cada vez mais suscetíveis a fraturas, de forma que qualquer queda, mesmo as ocorridas em casa, tornam-se uma preocupação. Ao contrário do que se imagina, geralmente a fratura é a causa da queda, e não a consequência.

OSTEOPENIA

Já a osteopenia pode ser entendida como um estágio inicial da osteoporose, em que a perda de massa óssea ainda não resultou em uma porosidade. Nessa fase, o osso demora mais para se recuperar de fraturas e fica um pouco mais fraco. Se não tratada, pode evoluir para a osteoporose.

OSTEOPOROSE X OSTEOPENIA

A principal diferença está no fato da osteopenia ser reversível. Por meio de algumas medidas como o banho de sol regular em horários controlados, a prática de atividades físicas, a dieta rica em cálcio e a ingestão de alguns medicamentos de uso contínuo, é possível recuperar a massa óssea perdida em pequena escala.

A osteoporose envolve uma perda muito mais cálcio nos ossos, superior a 30%, sendo irrecuperável. Nesse caso, os ossos ficam tão frágeis, a ponto do próprio peso do esqueleto poder levar a fraturas espontâneas, causando a instabilidade que resulta na queda. É o que acontece quando um idoso fratura o colo do fêmur, por exemplo.

A grande vantagem da densitometria óssea é justamente a capacidade de detectar a perda mineral em um estágio inicial, quando ainda não pode ser visualizada por meio de raio-X. Ou seja, o exame indica a ocorrência de osteopenia, favorecendo a prevenção da osteoporose.

INDICAÇÕES

Os médicos costumam pedir a densitometria óssea como exame de rotina para mulheres acima de 65 anos e homens a partir dos 70. No entanto, pode também ser recomendado para monitorar a doença já diagnosticada ou quando existem fatores de risco, tais como:

  • ocorrência de fratura prévia;
  • muitos casos na família (fator genético);
  • baixo peso corporal (Índice de Massa Corporal menor do que 18,5kg/m²);
  • uso de medicamentos que favorecem a perda de massa óssea (como corticoides).

COMO É FEITA A DENSITOMETRIA ÓSSEA?

Para fazer o exame, não é necessário nenhum preparo especial. O paciente é encaminhado a uma sala, na qual fica o aparelho. A máquina irradia o corpo, e as imagens são captadas e enviadas para um computador. Esse procedimento é bem rápido (em torno de 5 minutos) e totalmente indolor. Os resultados são praticamente instantâneos, geralmente emitidos logo em seguida.

Por convenção, são examinados a coluna lombar e o fêmur, uma vez que são ossos maiores e muito sujeitos a fraturas. No entanto, o exame pode ser feito no corpo inteiro, visto que a osteoporose também se manifesta em qualquer tipo de osso.

RECOMENDAÇÕES

É importante evitar o uso de roupas com botões, fivelas ou adereços de metal, bem como sutiãs com aro, pois esses itens podem interferir nos resultados. Da mesma forma, joias e acessórios devem ser retirados.

Além disso, se for o caso, é recomendada a interrupção da suplementação de cálcio no dia do exame, pois a pílula pode aparecer no exame de coluna, influenciando no resultado.

Após o exame, o paciente está liberando para as suas atividades normais, não havendo nenhuma necessidade de repouso ou cuidado específico.

QUE OUTROS EXAMES PODEM DETECTAR A OSTEOPOROSE?

Como já mencionado, o exame mais simples para a detecção de osteoporose é o raio-X. No entanto, como oferece uma imagem em que todas as camadas do corpo estão sobrepostas, a visualização do médico fica dificultada, sendo indicado apenas em casos mais simples.

Além dele e da densitometria óssea, existem ainda outros exames que podem detectar a osteoporose, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. Porém, são procedimentos bem mais complexos e caros.

A tomografia computadorizada também utiliza raios-X, mas as imagens são trazidas em seções transversais do corpo, permitindo uma melhor visualização. Já a ressonância magnética não utiliza radiação e tem alta definição. Ela capta a parte do corpo a ser examinada e produz imagens em qualquer plano.

No que se refere ao diagnóstico da osteoporose e osteopenia, a densitometria permanece como a melhor indicação. Ela verifica a densidade mineral, captando a redução da massa óssea com precisão e precocemente.

COMO A TELEMEDICINA PODE AJUDAR?

Embora o exame possa ser realizado por um técnico ou tecnólogo em radiologia, o resultado precisa ser analisado por um médico. Dessa forma, a telemedicina — que permite a elaboração de laudos médicos à distância — pode viabilizar a oferta desse exame em condições em que o médico não possa estar presente em tempo integral.

Essa tecnologia não só favorece a realização da densitometria óssea em localidades mais remotas como reduz os custos da clínica, permitindo que o exame se torne mais acessível à população.

A densitometria óssea é uma forma mais rápida, simples e barata de diagnosticar a osteoporose logo no início. É bom lembrar que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais eficaz é o tratamento e maior é a qualidade de vida do paciente.

Você já conhecia esse tipo de tecnologia? Restou alguma dúvida sobre o assunto? Deixe um comentário neste post!