A audiometria ocupacional é um exame simples, porém, extremamente relevante para o acompanhamento da saúde auditiva do trabalhador. Sendo, inclusive, previsto pelas leis trabalhistas de acordo com os critérios determinados pela NR 7.

São muitas as consequências da exposição diária a ruídos altos, dentre elas a perda auditiva, zumbido e a surdez súbita, além de outros efeitos não auditivos, como alterações cardiovasculares e mudanças no comportamento social.

Dessa maneira, as empresas devem considerar a qualidade do exame realizado em seus funcionários, além de analisar cuidadosamente os resultados. Não apenas para cumprir a lei, mas para garantir sua saúde e produtividade.

Quer saber mais sobre o exame? Reunimos neste post algumas respostas sobre o assunto. Confira!

O que é audiometria ocupacional?

Trata-se de um exame rápido e indolor, usado para medir a capacidade auditiva e de interpretação dos sons. Por meio dele é possível detectar alterações na audição, bem como diagnosticar o tipo e o grau da perda auditiva, se houver.

O exame deve ser realizado em uma clínica, por um médico ou fonoaudiólogo devidamente habilitado. Seus resultados podem sugerir a necessidade do uso de medidas preventivas ou, até mesmo, de encaminhamento para tratamento adequado.

Como é feito o exame?

O teste é realizado dentro de uma cabine acústica, com o uso de fones de ouvidos e participação ativa do paciente. São aplicados, usualmente, dois tipos de audiometria, veja a seguir.

Tonal

Avalia a capacidade auditiva por meio de estímulos acústicos, transmitidos pelo fone de ouvido e por um vibrador sonoro. Nele, o trabalhador deverá acusar, com um aceno, toda vez que perceber algum som. Visa determinar o tipo e o grau da perda auditiva, ou ainda, classificar a audição como normal.

O resultado é medido em decibéis, segundo a escala abaixo  Lloyd e Kaplan, 1978:

  • até 25 audição normal;
  • de 26 a 40 perda auditiva leve;
  • de 41 a 55 perda moderada;
  • de 56 a 70 moderadamente severa;
  • de 71 a 90 perda de audição severa;
  • acima de 90 perda profunda.

Vocal

É um exame complementar à audiometria tonal. Nele, são apresentadas, também por meio dos fones, palavras e fonemas que o paciente deve repetir como entender. Esta modalidade pesquisa a capacidade de detectar a fala humana.

Quando e com que frequência deve ser realizada?

A avaliação audiométrica deve ser realizada em trabalhadores expostos rotineiramente a ruídos excessivos, em 3 momentos: como parte dos exames admissionais, a cada 6 meses de exercício da função e por ocasião do desligamento do funcionário.

Esse acompanhamento periódico é primordial para a detecção precoce de qualquer alteração, evitando o agravamento do problema.

Qual é sua importância?

Como vimos, a exposição contínua ao ruído pode causar severas consequências auditivas, no entanto, trata-se de um quadro de evolução lenta. Pacientes com problemas de audição levam muito tempo para percebê-los e demoram, em média, 7 anos para procurar um médico.

Durante esse tempo em que o trabalhador permanece sem tratamento, seu nervo ótico não está recebendo estímulos, permanecendo estagnado e levando a um quadro praticamente irreversível. Entretanto, quando precocemente identificada, a perda auditiva pode ser tratada e sua evolução controlada.

Dessa forma, a audiometria ocupacional é um exame de extrema relevância para monitorar a capacidade auditiva de trabalhadores. Vale lembrar que deve ser realizado por especialista capacitado e oferecer laudos que permitam ao departamento de medicina do trabalho o acompanhamento efetivo da saúde de seus funcionários, bem como a adoção de medidas preventivas, quando necessário.

Este artigo respondeu suas dúvidas sobre audiometria ocupacional? Sobre quais outros exames você gostaria de saber mais? Deixe o seu comentário.